Na terça-feira, segundo dia de instrução do processo de Alcochete, será a vez do ex-presidente leonino ser ouvido.

O ‘Investigação CM‘ desta sexta-feira dedica-se ao que vai acontecer às figuras centrais do ataque à Academia de Alcochete, incluindo o ex-presidente leonino Bruno de Carvalho.

Na terça-feira, segundo dia de instrução do processo de Alcochete, será a vez de Bruno de Carvalho ser ouvido. Foi o próprio que pediu para prestar mais esclarecimentos, mas o juiz é o mesmo, pelo que tem de tentar convencer Carso Delca que não foi o mandante do ataque à academia.

Bruno de Carvalho foi o último a  ser detido, quando faltavam menos de três dias para a acusação ser deduzida. Foi preso ao mesmo tempo que Mustafá, ambos foram acusados de serem os mandantes do ataque à academia.

A procuradora apreendeu na altura os telefones ao presidente do Sporting, mas nada foi encontrado: os ficheiros tinham sido há muito apagados. Do lado de Mustafá foi idêntico, com uma agravante. Nuno Mendes não fala ao telefone, pelo que dificilmente as autoridades encontrariam alguma pista.

Bruno de Carvalho responde por 98 crimes e tem uma medida de coação pesada – teve de pagar uma caução. Tudo depende também da confissão dos restantes arguidos, designadamente Fernando Mendes, que foi chefe da claque da Juve Leo e que diz ter falado ao telefone com Bruno de Carvalho após o ataque no aeroporto da Madeira.

É co-arguido – o seu depoimento tem um valor mais reduzido – mas se for junto a outros o caso pode mudar de figura. Bruno pode ser condenado com base em provas indiretas, tal como Mustafá, que não entrou na academia mas é acusado de ter dado o aval para o ataque. Os seus chefes intermédios nunca atuariam sem a sua ordem.

Na segunda-feira, no campus da Justiça, vão ser interrogados quatro arguidos, uma vez que disseram que queriam depor: Hugo Ribeiro, Celso Cordeiro, Sérgio Santos e Elton Camaná. Celso Cordeiro já poderá estar em prisão domiciliária nessa altura e pode aceitar colaborar com a justiça.

Na terça-feira será a vez de depor Eduardo Nicodemus, também em prisão preventiva, e durante a tarde será Bruno de Carvalho. Mustafá fica de fora por não querer falar, mas sim esperar para ver o que acontece.

Fonte: CM

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