Piratas informáticos acedem a informação pessoal e bloqueiam acesso que custa 150 euros.

Os piratas informáticos avaliam quais os tópicos que estão na moda entre os consumidores de pornografia e disfarçam os vídeos que oferecem, que na verdade são programas maliciosos, com as características e descrições mais procuradas nesses produtos, alerta a Kaspersky, empresa especializada em segurança informática.

Ao engano, sobretudo quando os vídeos são anunciados como gratuitos, e sem confirmarem as extensões dos ficheiros que descarregam, os utilizadores acabam por infetar os computadores e outros dispositivos.

Conhecedores desta realidade, os motores de busca reforçaram a segurança, o que levou a uma redução de 36% no ano passado deste género de ataques. Só que os hackers mudaram de alvo e passaram a visar as contas premium dos sites de pornografia.

O método é simples: intercetam a atividade dos utilizadores redirecionando-os para páginas falsas. De 308 mil ataques deste tipo em 2017 passou-se para 850 mil em 2018. Já o número efetivo de vítimas, que não se apercebem do site fraudulento e colocam as credenciais, subiu 120%.

Estas 110 mil pessoas (em 2017 foram 50 mil) viram exposta informação pessoal, desde cartões de identificação a dados bancários, que os piratas informáticos utilizam para seu proveito. A este prejuízo acresce o acesso bloqueado aos sites de pornografia, que chegam a ter um custo de 150 euros anuais.

Conscientes destes valores, os hackers desenvolveram uma fonte de rendimento extra: um mercado paralelo de acesso aos conteúdos pagos.

Em 2018 estavam à venda na chamada dark web (internet negra) mais de 10 mil contas, por valores que vão dos 4,45 aos 8,90 euros.

Fonte: CM

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