Tim, Cabeleira, Kalú e Gui levaram caixão de Zé Pedro em ombros

O público, em coro, cantou sobretudo a passagem "Ai, meu amor / O que eu já chorei por ti / Mas sempre / P’ra sempre / Vou gostar de ti

Na despedida, cantou-se o tema ‘Para Sempre’. E poucos conseguiram reter as lágrimas.

Os turistas passavam e perguntavam: "Quem morreu? Alguma figura nacional?" E a resposta só podia ser uma: "Sim. Morreu o nosso Zé Pedro". E mais não era preciso dizer. Foi, do princípio ao fim, um funeral emotivo, o de Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, que nos deixou na quinta-feira, aos 61 anos, vítima de doença hepática.

Desde a saída do corpo do Museu dos Coches, onde se ouviu a canção ‘O Homem do Leme’, até aos Jerónimos, onde o esperavam o Presidente da República e um mar de coroas de flores, até à saída do caixão, levado em ombros pelos restantes membros dos Xutos, tudo foi perfeito. Kalú chorava copiosamente, Gui disfarçava as lágrimas, Tim exibia um sorriso triste, Cabeleira aguentava-se a custo.

Cá fora, centenas de pessoas – muitas com roupa ou acessórios a evocar o grupo – aplaudiram a saída, choraram, e cantaram, já que o tema ‘Para Sempre’ foi tocado repetidamente quase até à saída do corpo para o crematório do cemitério dos Olivais.

O público, em coro, cantou sobretudo a passagem "Ai, meu amor / O que eu já chorei por ti / Mas sempre / P’ra sempre / Vou gostar de ti". Batia tudo certo. Entre a multidão, muitos fãs tinham decidido vir "em espírito feliz".

"O Zé Pedro não quereria que nós ficássemos tristes", disse Pedro Freixinho, que é de Lisboa mas estava nos Açores, de onde veio propositadamente para o funeral.

"O espírito dele era outro: era um espírito de alegria. Até porque Xutos são para sempre: tenho uma filha de 16 anos, que vai ouvir Xutos quanto tiver 40 anos e eu, se Deus quiser, hei de ouvir Xutos aos meus 80", concluiu.

Presidente reitera ideia para grande homenagem
À saída do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde assistiu à missa de corpo presente em homenagem a Zé Pedro, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a cerimónia foi "muito tocante e muito participativa".

O Chefe de Estado, que saiu acompanhado pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro de Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reiterou a ideia para "uma grande homenagem" a Zé Pedro. "Uma homenagem como ele gostaria".

A festa, que deverá acontecer "na primavera ou no verão", será uma celebração da música e da vida de Zé Pedro.

Fãs querem muito que os Xutos continuem
Maria Jesuína Cardoso, de 73 anos, é "fã de Xutos desde sempre". Diz que "a banda tem de continuar". "Tem de haver música", disse ao CM. "Voltar a ver e ouvir os Xutos é também continuar a lembrar o Zé Pedro", concluiu.

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