Dinheiro da Raríssimas paga vestidos de alta costura, viagens e BMW

Polícia Judiciária está a investigar a gestão financeira da associação sem fins lucrativos.

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a gestão financeira da associação sem fins lucrativos Raríssimas, uma instituição cujo objetivo é a apoiar cidadãos portadores de doenças raras e deficiências mentais. Paula Brito e Cunha é a presidente da instituição solidária que vive de subsídios do Estado e de outro tipo de donativos.

Em causa na investigação poderão estar compram de vestidos de alta costura, mapas de deslocações fictícias, gastos pessoais em supermercados e viagens ao estrangeiro.

A TVI levou a cabo uma investigação jornalística onde expõe centenas de documentos que podem comprometer a gestão de Paula Brito e Costa e pôr em causa a atuação do atual secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, enquanto consultor da associação Raríssimas e ainda da deputada do PS Sónia Fertuzinhos, que terá realizado uma viagem ao estrangeiro paga pela instituição.

Entre outros, a reportagem divulga um documento que revela a prestação de um carro BMW para uso pessoal da dirigente da associação, com o custo mensal de 900 euros à instituição.



À TVI, Ricardo Chaves, tesoureiro da instituição entre 2016 e 2017, confessou ter-se demitido depois de Paula Brito e Costa ter dado indicações à contabilista para não lhe prestar quaisquer contas ou fornecer documentos. O antigo funcionário revelou ainda a existência de faturas de pagamento com o cartão de crédito de vestidos caros em nome da presidente mas pagos pela Raríssimas.

Paula Brito e Costa aufere por mês - a juntar aos 3000 que recebe como ordenado base - 1300 euros em ajudas de custo isentas, 1500 euros em deslocações e ainda 800 euros num Plano Poupança Reforma (PPR), de acordo com a investigação. 

À TVI, o secretário de Estado da Saúde, contratado em 2013 para assumir funções como consultor da associação, garantiu nunca ter participado em decisões de financiamento, alegando que apenas dava colaboração técnica na organização e nos serviços de saúde da Casa dos Marcos, onde funcionam várias unidades da Raríssimas. Manuel Delgado disso não ter qualquer conhecimento de que o seu ordenado possa ter sido pago com subsídios destinados ao apoio de doentes.

Já a deputada Sónia Fertuzinhos, esposa do ministro Viera da Silva, terá feito uma viagem à Noruega paga pela associação. A informação foi avançada por Jorge Nunes, antigo tesoureiro da Raríssimas, à TVI. Sónia Fertuzinhos recusou prestar declarações.

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