Crianças da ‘Quinta do Incesto’ obrigadas a fazer sexo com familiares

Foram detidas oito pessoas de clã pedófilo que andava em fuga há seis anos.

O caso chocou a Austrália e o mundo há seis anos mas só agora foram detidos aqueles que serão os responsáveis por dezenas de crimes de incesto, pedofilia, maus-tratos infantis, escravatura, negligência e agressões. O chamado ‘Clã Colt’, uma família com mais de 40 membros, vivia em isolamento numa quinta, apelidada de ‘Quinta do Incesto’, após o caso ser descoberto.

Os horrores escondidos pelo clã foram descobertos em 2012. A polícia encontrou as crianças da família em condições miseráveis. Não falavam inglês, mantendo uma linguagem própria com recurso a gestos, ruídos e grunhidos. Vivam em tendas e não tinham acesso a água potável, casa de banho ou eletricidade. Testes de ADN feitos depois vieram revelar que 11 das 12 crianças, com idades compreendidas entres os cinco e os 15 anos, eram fruto de relações incestuosas, ou seja, entre familiares diretos.

A família conseguiu escapar as autoridades porque mudava o acampamento regulamento, estabelecendo a ‘Quinta de Incesto’ noutro local quando sentia que a polícia estava no seu encalce. Os primeiros sinais de alerta na polícia surgiram uma vez que os menores, em idade escolar, nunca frequentaram as aulas.

Depois do caso vir a público, e das crianças terem sido resgatadas pelas autoridades australianas, a família pôs-se em fuga, escondendo-se em locais remotos e isolados por toda a Austrália.

Só agora, após uma musculada operação, é que os responsáveis do clã foram detidos. Tratam-se de Charlie Colt, de 45 anos, Martha Colt, de 38, Derek Colt, de 29, Raylene Colt, de 34 e Betty Colt, de 50 anos, e de mais três pessoas, dois homens e uma mulher, não identificados. Todos estão acusados dos mais variados crimes: abuso sexual de menores, incesto, maus-tratos, agressão, obstrução à justiça e perjúrio.

Segundo as autoridades conseguiram apurar, as crianças eram obrigadas a manter relações sexuais umas com as outras e também com os adultos. As origens da família Colt remontam à década de 1970. Tim e June, que eram irmãos, casaram na Nova Zelândia e depois fugiram para a Austrália, onde estabeleceram a ‘Quinta do Incesto’. A polícia acredita que Betty, agora detida, seja filha do casal de irmãos.

As crianças foram entregues a casas de acolhimento. Segundo informações oficiais, os membros da família tentavam continuar a reproduzir-se entre si, mas as últimas gravidezes das mulheres do clã resultaram em nados-mortos.

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